
Trabalhadores doentes, que precisam de tratamento e não podem trabalhar, têm o auxílio-doença negado pelo INSS. Em São Paulo, um homem desesperado tomou uma atitude extrema. Ele está há três meses sem benefício e sem salário.
Está quase todo mundo conectado nas redes sociais, mas você sabe o que deve ser evitado dentro da internet? O Bom Dia Brasil mostra os riscos e as armadilhas das redes e como o seu perfil pode ter influência na hora de conseguir ou manter um emprego.
Todo mundo sabe que as redes sociais são populares. Elas reúnem amigos, colegas de trabalho e contatos profissionais. O que a maioria das pessoas não se dá conta é que o modo como se comporta nas redes sociais pode aumentar as chances de conseguir uma contratação no mundo lá fora. Dependendo do que se expõe nas redes, pode também prejudicar profissionalmente.
Uma pesquisa feita por uma das maiores consultorias de recrutamento de pessoal do mundo, com 210 executivos brasileiros, mostrou que 83% deles acreditam que o perfil dos candidatos nas redes sociais influencia na hora de fazer uma avaliação do profissional. Ao todo, 44% dos entrevistados disseram que um perfil negativo pode ser suficiente para desclassificar um candidato em fase de seleção. Apenas 39% dos executivos disseram que conversariam com um candidato mesmo se ele tiver um perfil considerado ruim na internet.
Jacqueline Resch é diretora uma empresa de recursos humanos para recrutamento de executivos. Ela diz que os perfis da rede já fazem parte das informações que as empresas buscam sobre qualquer candidato a emprego. Mas o que é realmente ruim de expor nas redes sociais e o que ajuda quem está em busca de uma oportunidade de trabalho?
“Eu diria que não é adequado você estar totalmente informal, em traje de praia, em um site que é profissional, ou ser veemente em ideias que o bom senso talvez não aprove, como pessoas que participam de comunidades meio estranhas. É bom aproveitar tanto para aumentar rede de contatos, como para estabelecer conexões com quem você pode fazer negócios. Você pode ter muitos ganhos utilizando redes profissionais, mas também tem de tomar cuidado para aquilo não virar inimigo”, orienta Jacqueline Resch.
O perfil de Flávia em uma rede social foi determinante para o recrutador de pessoal Alex Mendonça na hora de contratá-la. “Quando eu procurei a rede social e encontrei a Flávia em um ambiente mais descontraído, vi que era a pessoa ideal para trabalhar com a gente”, disse.
O advogado Luíz Felizardo Barroso, que é dono uma empresa, já teve de demitir uma funcionária depois de uma experiência negativa descoberta nas redes sociais.
“Ela ficava dormindo dentro posto trabalho. Não sabíamos o que ela fazia e verificamos um vídeo dela dançando. Ela é dançarina de funk. Então, passava a noite dançando e vinha dormir no emprego. Então, a mídia social foi boa para nós, mas para ela decididamente não foi”, contou o advogado Luíz Felizardo Barroso.
Veja dicas para usar as redes sociais a seu favor no mercado de trabalho
Fonte: Jacqueline Resch, especialista em recursos humanos
Os trabalhadores terceirizados passarão a ter vínculo de emprego com as empresas nas quais prestam serviço, de acordo com projeto de lei proposto pelo Ministério do Trabalho. O objetivo é regulamentar a terceirização no país. A proposta também proíbe a contratação de serviços terceirizados na atividade principal da empresa. De acordo com a versão preliminar do projeto, que ainda precisa passar pela Casa Civil antes de seguir para o Congresso, as empresas "tomadoras de serviço" vão responder solidariamente pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias, entre outras previstas no contrato de trabalho, inclusive no caso de falência da empresa prestadora de serviços.
Segundo o Ministério do Trabalho, hoje a empresa se responsabiliza apenas subsidiariamente pelo trabalhador e não há regras definidas para a contratação ou prestação de serviço terceirizado no país. Agora, a configuração de vínculo de trabalho seguirá os requisitos que já são previstos na CLT para todos os trabalhadores contratados diretamente.
As empresas onde o serviço é prestado terão de controlar, mensalmente, o pagamento de salários e o recolhimento do FGTS e da contribuição previdenciária por parte da empresa que presta o serviço terceirizado, segundo a proposta. Responderão também por danos -decorrentes de acidentes de trabalho- causados aos trabalhadores.
No ano passado, reportagem da Folha revelou que o próprio governo federal é alvo de golpes de empresas prestadoras de serviços, que agem de forma padronizada. Vencem os pregões do governo, cumprem parte do contrato e depois quebram ou desaparecem.
A União acaba respondendo pelas dívidas trabalhistas na Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho tem posição firmada de que o Estado responde pelas dívidas deixadas pelas empresas que contrata.
Direitos
O projeto prevê ainda que o trabalhador terá os mesmos direitos previstos na convenção ou nos acordos coletivos de trabalho celebrados pelo sindicato da categoria profissional preponderante da empresa tomadora de serviços, desde que sejam mais benéficos que os da sua própria categoria.
Se o acordo coletivo prevê, por exemplo, salário para os empregados da empresa tomadora superior ao do trabalhador terceirizado, essa empresa terá de complementar o valor por meio de abono.
O projeto foi divulgado pelo governo após reunião com representantes de seis centrais sindicais, entre elas, a Central Única dos Trabalhadores, a União Geral dos Trabalhadores e a Força Sindical. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou, por meio de sua assessoria, que estava negociando havia um ano e meio o projeto.
FONTE: Folha de S.Paulo
Autor: EDUARDO CUCOLO da Folha de S.Paulo, em Brasília